A escuta
Conversamos. O que você traz, o que incomoda, o que se repete. Nada começa por técnica, começa por presença.
Ana Maria Collete Chalfun
Psicoterapia de abordagem junguiana e arteterapia para quem procura mais do que explicação. Um espaço para símbolo, história e criação, com atendimento online para todo o Brasil.
Psicóloga CRP 06/128832 · Arteterapeuta junguiana
Doutoranda em Psicologia Clínica pela PUC/SP · Professora e coordenadora de pós-graduação em arteterapia
Arteterapia
Não é aula de pintura, nem passatempo criativo. É um método clínico que trabalha com imagem, mito, narrativa e criação para chegar onde a conversa sozinha não chega.
Há coisas que a pessoa sente e não consegue dizer. Não por falta de vocabulário, mas porque ainda não ganharam forma. A psicologia analítica chama esse território de inconsciente, e a arteterapia oferece a ele uma linguagem: um desenho, um conto, um personagem, uma cena. O que aparece ali pode ser olhado, elaborado e, muitas vezes, contradiz o que o discurso consciente vinha repetindo.
É um trabalho de profundidade, conduzido dentro de um enquadre clínico, com base teórica em Carl Gustav Jung e na psicologia analítica.
Sobre
Sou psicóloga clínica de abordagem junguiana e arteterapeuta. Trabalho com pessoas que já entenderam bastante sobre si mesmas e mesmo assim continuam paradas no mesmo lugar. Quando a explicação se esgota, é a imagem que volta a mover.
Minha formação em arteterapia aconteceu dentro da psicologia analítica, e é daí que vem o meu jeito de trabalhar: contos, mitologia, literatura, escrita e criação plástica entram na sessão como material clínico, não como atividade complementar. Leio um trecho, proponho uma imagem, acompanho o que aparece. E o que aparece quase sempre diz mais do que a fala planejada.
Sou doutoranda em Psicologia Clínica pela PUC/SP e minha pesquisa de mestrado foi realizada com mulheres em privação de liberdade. Ao longo da carreira, levei a arteterapia para lugares onde ela raramente chega: grupos na Marinha, Defensoria Pública, organizações sociais, escolas e atendimento à população em situação de rua. Também sou professora de psicologia junguiana e coordeno uma pós-graduação em arteterapia.
Atendo online, para todo o Brasil.
A sessão
Cada processo é único e nenhum roteiro se repete. Ainda assim, é comum que um encontro percorra estes quatro movimentos.
Conversamos. O que você traz, o que incomoda, o que se repete. Nada começa por técnica, começa por presença.
Ofereço um caminho de imagem: um trecho de literatura, um mito, um desenho, uma escrita. Você escolhe entrar por onde fizer sentido.
Olhamos juntos o que apareceu. O material criado passa a ser um terceiro na sala, e costuma trazer o que a fala não tinha alcançado.
A imagem elaborada amplia o campo de sentido e abre outras perspectivas sobre a mesma questão. É desse alargamento que nasce o movimento.
Frentes de trabalho
Processo clínico continuado de abordagem junguiana, com recursos de arteterapia. Para adultos que buscam elaboração e sentido, não apenas alívio de sintoma.
Atendimento para quem ainda não encontrou palavras para o que sente, ou não quer usá-las. A criação oferece uma via de expressão que não depende do relato verbal.
Trabalho com grupos, construído ao longo de anos em contextos clínicos, institucionais e sociais. O que se cria em conjunto costuma revelar o que é comum a todos.
Acompanhamento clínico para profissionais que trabalham com abordagem junguiana ou desejam incorporar recursos de arteterapia à própria prática.
Aulas de psicologia junguiana no ensino superior e coordenação de pós-graduação em arteterapia, com foco na formação de profissionais habilitados a atuar.
O que distingue
A criação não entra como atividade de apoio. Ela é conduzida a partir de uma teoria clínica consolidada, com leitura simbólica fundamentada e enquadre profissional. Isso separa este trabalho de propostas criativas sem base psicológica.
Contos, mitologia e personagens não são referência erudita, são ferramenta de trabalho. Eles funcionam como espelhos: quando alguém reconhece a própria questão na história de outro, o que estava travado começa a se mover.
Escrevo contos, poesias e textos sobre a clínica. Essa produção não é hobby paralelo: é a mesma matéria com que trabalho na sessão, e é o que dá a este consultório uma voz própria, reconhecível.
Grupos na Marinha, Defensoria Pública, organizações sociais, escolas, sistema prisional e população em situação de rua. Uma clínica testada em contextos onde a linguagem verbal quase nunca basta.
O primeiro contato é uma conversa, sem compromisso de continuidade. Serve para você entender como trabalho e para eu entender o que você procura.
Blog
Textos sobre psicologia analítica, arteterapia, mito e literatura, para quem prefere pensar a receber instruções.
Perguntas frequentes
Não. Habilidade artística não tem nenhuma relação com o que buscamos ali. O material criado não é avaliado como obra, é lido como expressão. Muita gente que chega dizendo não saber fazer nada produz as imagens mais reveladoras.
Não. A maior parte do meu trabalho é com adultos. A criação é justamente o que ajuda quem já construiu explicações muito bem organizadas sobre a própria vida e mesmo assim continua no mesmo lugar.
Começa como uma conversa. A partir do que aparece, posso propor a leitura de um trecho, um mito, uma escrita ou uma criação com material plástico. Depois olhamos juntos o que foi produzido. Nem toda sessão tem criação, e nenhuma segue um roteiro fixo.
A escuta clínica continua sendo a base. O que muda é que a palavra deixa de ser o único caminho. Quando o relato verbal já deu o que tinha para dar, a imagem oferece outra entrada para o mesmo conteúdo, e costuma chegar onde a fala não vinha chegando.
É a abordagem clínica fundada por Carl Gustav Jung, também chamada de psicologia analítica. Ela entende o sofrimento como parte de um processo de desenvolvimento, e trabalha com sonhos, imagens, símbolos e mitos como material legítimo de análise.
É como recebo a maior parte das pessoas hoje, de qualquer lugar do Brasil. A arteterapia se adaptou bem ao formato: os materiais usados são simples e você recebe orientação sobre o que separar antes de cada encontro. Na minha experiência, a distância não tem sido obstáculo para o vínculo nem para a profundidade do trabalho.
Sim. Atendo psicólogos que trabalham com abordagem junguiana ou que querem incorporar recursos de arteterapia à própria clínica. O formato é combinado no primeiro contato.
Pode perguntar diretamente. Respondo pessoalmente as mensagens que chegam pelo WhatsApp, e não há compromisso nenhum em fazer a primeira pergunta.
Os valores das sessões são informados no primeiro contato.
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Atendimento online para todo o Brasil. Base em Varginha, Minas Gerais.